22 outubro 2013

Ortodontia por Sandra Piccoli

O objetivo da ortodontia é obter o contato oclusal e proximal dos dentes (oclusão) dentro do quadro da função normal e adaptação fisiológica, estética dos dentes com relação à face aceitável e estabilidade do tratamento. O diagnóstico do tratamento tem mudado nos últimos anos: antes o profissional era que determinava todo o tratamento, hoje já existe uma interação entre paciente e/ou pais dos mesmos e o ortodontista, onde o mesmo vai fazer um estudo do problema do paciente, estabelecer prioridades, apresentar as alternativas do tratamento e explicar as considerações quanto ao riso-benefício de cada alternativa. O paradigma da tomada de decisão passado do profissional para o paciente ou pais faz com que esse se torne co-autor da decisão tomada. Sabemos atualmente que a oclusão normal individual não coincide com a ideal.


Para o estabelecimento de uma oclusão ideal seria necessário ao indivíduo receber uma herança puríssima, viver em ambiente ótimo, não ter sofrido nenhum acidente durante o desenvolvimento facial e durante a erupção dos dentes, enfim, nada que modificasse o que seria definido como “normal”. A oclusão normal individual teria os 28 dentes corretamente ordenados no arco e em harmonia com todas as forças estáticas e dinâmicas que sobre eles atuam. Precisamos buscar sempre em nossos tratamentos uma harmonia visual e proporções faciais agradáveis não nos limitando a um só tipo facial, mas sim em muitos tipos faciais diferentes, pois a beleza está nos olhos de quem a vê. Devemos estar atentos à queixa do nosso paciente, qual a sua prioridade, e não só em nos ater à nossas teorias e conceitos, pois estamos lidando com um ser humano e temos que prestar atenção a tudo que está á volta de nossos pacientes. Além da herança genética temos o ambiente, os hábitos deletérios, fatores emocionais, cuidados com a higiene... e tantos outros fatores. Então surge a mais importante das perguntas dos pais ou de nossos pacientes em geral: quando realizar o tratamento ortodôntico? Minha resposta aos pais ou pacientes é sempre que surgir alguma queixa, dúvida ou desequilíbrio que foram notados pelos mesmos ou por uma terceira pessoa. Quanto mais precocemente for detectada a causa determinante da má-oclusão, mais imediata deve ser a medida visando evitar os efeitos. A prevenção de um problema simples evitará a somatória dos desvios que levará a alterações complexas, em muitos casos impossíveis de serem resolvidos.






O desenvolvimento da oclusão deve ser acompanhado em todo o seu período, conhecendo-se o normal para evitar-se manobras inúteis e indesejáveis. Tentamos obter para nossos pacientes um alinhamento correto dos dentes, função de mastigação e deglutição normais, evitar sintomas de dores futuras principalmente da ATM, proporções faciais agradáveis dentro do padrão hereditário de cada um e, finalmente, um sorriso lindo que é a expressão chave na vida social de todos os seres humanos. Quando a pessoa está feliz, quando sente prazer, bom humor ou alegria ela sorri. É a postura da boca que mais influencia o paciente a buscar o tratamento e o aperfeiçoamento do que já existe em sua face, e também onde o estágio em que o sucesso do tratamento encontra os mais altos louvores. Então, tudo isso é o que me baseio para tratar meus pacientes.

Dra. Sandra Dorta Piccoli
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